Tratamento atual de zumbido
DOI:
https://doi.org/10.55753/aev.v40e57.320Palavras-chave:
zumbido, hipoacusia, poluição sonora, mascaramento, biofeedbackResumo
O texto constrói um retrato ao mesmo tempo clínico e humano do zumbido: um sintoma frequente, multifacetado e, muitas vezes, frustrante para pacientes e profissionais. A diversidade de descrições subjetivas evidencia que o zumbido não é apenas “um som”, mas uma experiência sensorial e emocional, capaz de invadir o silêncio, comprometer o sono e deteriorar a atenção. O dado mais duro é a incerteza: a maioria dos casos não tem causa claramente demonstrável, o que desloca o foco do “curar” para o “manejar”, com prudência e realismo. As estatísticas reforçam a dimensão coletiva do problema, enquanto a discussão sobre frequência e tipologias sugere que medir e classificar ajuda a organizar o cuidado, sem reduzir a singularidade do sofrimento. Nos tratamentos, o texto revela um percurso histórico de tentativas: mascaramento, fármacos, biofeedback e eletroestimulação, cada qual oferecendo benefícios parciais e limites concretos, inclusive efeitos adversos. Em última instância, a mensagem é que compreender o zumbido exige integrar corpo, ambiente e mente, e que aliviar pode ser tão valioso quanto explicar.
Observação: este texto constitui uma adaptação moderna e comemorativa, elaborada por ocasião dos 40 anos dos dois primeiros artigos publicados na revista Acústica e Vibrações, nº 1, em junho de 1985.
Traduções deste artigo
- Current treatment for tinnitus (English)
- Tratamiento actual del tinnitus (Español (España))
Referências
ELISABETSKY, Marco. Tratamento atual de zumbido. Acústica e Vibrações, v. 1, n. 1, p. 4–6, jun. 1985. doi: 10.55753/aev.v1e01.311.
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